Bíblia Hebraica
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Gênesis 37

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1

וַיֵּ֣שֶׁב יַעֲקֹ֔ב בְּאֶ֖רֶץ מְגוּרֵ֣י אָבִ֑יו בְּאֶ֖רֶץ כְּנָֽעַן׃

Jacó habitava na terra das <span class="x" onmousemove="Show('perush','O termo traduzido para peregrinação (“megurim”) aqui significa também “temor”, como está escrito acerca dos juízes: “lo taguru mipnê ich...” - “não temais a ninguém...”. Rabi Isaac Abarbanel explica que o termo aqui não pode ser peregrinação, que contradiz o termo “habitar”, vindo logo em seguida, e explana ser o caso aqui os temores de Jacob, que são os mesmos que passara seu pai. Assim como Isaac temia pela luta entre os dois filhos, e amava a um mais que ao outro, assim també sofrera Jacob toda sua vida. As razões são as mesmas.');" onmouseout="Hide('perush');">peregrinações</span> de seu pai, na terra de Canaã.

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2

אֵ֣לֶּה ׀ תֹּלְד֣וֹת יַעֲקֹ֗ב יוֹסֵ֞ף בֶּן־שְׁבַֽע־עֶשְׂרֵ֤ה שָׁנָה֙ הָיָ֨ה רֹעֶ֤ה אֶת־אֶחָיו֙ בַּצֹּ֔אן וְה֣וּא נַ֗עַר אֶת־בְּנֵ֥י בִלְהָ֛ה וְאֶת־בְּנֵ֥י זִלְפָּ֖ה נְשֵׁ֣י אָבִ֑יו וַיָּבֵ֥א יוֹסֵ֛ף אֶת־דִּבָּתָ֥ם רָעָ֖ה אֶל־אֲבִיהֶֽם׃

Estas são as gerações de Jacó.&nbsp; <span class="x" onmousemove="Show('perush','Justifica a explicação de Abarbanel trazida acima, pois em lugar de começar o assunto genealógico, principiando do primogênito, empeça o relato do que sucedera-se com José. De todo modo, a crítica é aparente, como poderá perceber nas notas que se seguem, acerca da personalidade de Iossef.');" onmouseout="Hide('perush');">José</span>, aos dezessete anos de idade, estava com seus irmãos apascentando os rebanhos; <span class="x" onmousemove="Show('perush','Em hebraico, subentende-se que era humilde, servindo-os como sendo menor que eles, conforme é o costume do oriente que os jovens sirvam aos mais velhos. Ou seja, apesar de sentir o carinho especial do pai, agia em humildade extrema para com eles, mesmo sendo filhos das escravas das esposas de seu pai.');" onmouseout="Hide('perush');">sendo ainda jovem</span>, andava <span class="x" onmousemove="Show('perush','Por isto, era admirável para seu pai, e despertava nele mais amor, pois sabia agir de acordo com o lugar e o tempo, segundo a pessoa, o que demonstrava sensibilidade e sabedoria. Rach”i, porém, explica que “vivia fazendo feitos de juventude, penteando-se e engalanando-se, e revirando os olhos”, e não sei se pretendia que Iossef fosse efeminado. De qualquer modo, sua explanação não se adapta à tradução de Ônqelos, e menos ainda leva a entender o amor especial de seu pai, pois já percebemos que uma pessoa que chegou ao grau de profecia não pode sentir amor de estultos, pois uma das qualidades necessárias para adquirir a profecia, é a sabedoria, conforme aparece no esclarecimento acerca da profecia no Michnê Torá.');" onmouseout="Hide('perush');">com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa</span>, mulheres de seu pai; e José trazia a seu pai <span class="x" onmousemove="Show('perush','O termo hebraico aqui é “dibá”, e foi erroneamente traduzido: significa que trouxe a seu pai notícias falsas. “Dibá” é o ato de contar a alguém acerca de outro algo mal que este não fez. Sendo Iossef uma pessoa tão sábia, entende-se que não o fez por má intenção senão por equívoco. Isto nos ensina o quanto devemos ser preocupados com a facilidade com que mesmo pessoas sábias podem cair neste engano, e guardar bem a língua. V. Pv 18:21');" onmouseout="Hide('perush');">más notícias</span> a respeito deles.

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3

וְיִשְׂרָאֵ֗ל אָהַ֤ב אֶת־יוֹסֵף֙ מִכָּל־בָּנָ֔יו כִּֽי־בֶן־זְקֻנִ֥ים ה֖וּא ל֑וֹ וְעָ֥שָׂה ל֖וֹ כְּתֹ֥נֶת פַּסִּֽים׃

Israel <span class="x" onmousemove="Show('perush','É natural que o pai ame seus filhos, e é natural que haja um filho especial. O escrito diz que Ia’qob amava a Iossef mais que a seus irmãos, aparenta sentido crítico, já que tal forma de agir é imprópria para um homem sábio tal qual Ia’aqob. Observando-se a nota acima, entende-se a razão deste amor especial.');" onmouseout="Hide('perush');">amava mais a José</span>; do que a todos os seus filhos, porque era <span class="x" onmousemove="Show('perush','O mesmo que o termo “caçula”, mas não é o verdadeiro sentido, conforme traduziu Ônqelos, cuja tradução consta na próxima nota. O caçula era Biniamin, e é o que expliquei acima: sabia agir em relação a seu pai segundo precisa, e segundo era mister para com os filhos das servas de sua mãe e de Leá, o que demonstra sabedoria. O estulto ama um filho mais que os outros devido ao ser dominado pela imaginação que conduz ao sentimentalismo irracional, e o sábio ama segundo o que é amado, ou seja, os dotes virtuais.');" onmouseout="Hide('perush');">filho da sua velhice</span>; e fez-lhe uma <span class="x" onmousemove="Show('perush','Distintivo por sua sabedoria, para que seus irmãos percebessem. Assim percebe-se em vários lugares do Talmud a importância das vestimentas de uma pessoa sábia, que não pode andar com vestes manchadas e com sapatos estragados. Ou seja: o sábio deve distinguir-se por sua forma de vestir. Não que vista-se como um dos empafiosos, senão modestamente, mas limpo e modesto. Uma túnica separada para quando não ocupasse de seus trabalhos, que estivesse ao dispor, e denotasse por sua forma especial (as listas) que merecia-a o que a usava por sua sabedoria.');" onmouseout="Hide('perush');">túnica de várias cores</span>.

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4

וַיִּרְא֣וּ אֶחָ֗יו כִּֽי־אֹת֞וֹ אָהַ֤ב אֲבִיהֶם֙ מִכָּל־אֶחָ֔יו וַֽיִּשְׂנְא֖וּ אֹת֑וֹ וְלֹ֥א יָכְל֖וּ דַּבְּר֥וֹ לְשָׁלֹֽם׃

Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, <span class="x" onmousemove="Show('perush','O motivo: pensaram que o pai amava-o por seus relatos acerca deles, e não percebiam sua sabedoria. É comum entre os pais que ficam sempre em casa o amar pessoas que trazem-lhes as notícias e as novidades, pelo que pensaram ser este o motivo de amá-lo mais, como os reis e políticos amam aos delatores. O motivo, porém, já está claro acima: “por ser filho de sua velhice”, ou seja, por ser sábio como seu pai em sua velhice. Por isto, traduziu Ônqelos para o aramaico: “bar Ĥakim” - “filho sábio”.');" onmouseout="Hide('perush');">odiavam-no</span>, e não lhe podiam falar pacificamente.

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5

וַיַּחֲלֹ֤ם יוֹסֵף֙ חֲל֔וֹם וַיַּגֵּ֖ד לְאֶחָ֑יו וַיּוֹסִ֥פוּ ע֖וֹד שְׂנֹ֥א אֹתֽוֹ׃

José teve um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais.

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6

וַיֹּ֖אמֶר אֲלֵיהֶ֑ם שִׁמְעוּ־נָ֕א הַחֲל֥וֹם הַזֶּ֖ה אֲשֶׁ֥ר חָלָֽמְתִּי׃

Pois ele lhes disse:&nbsp; Ouvi, peço-vos, este sonho que tive:

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7

וְ֠הִנֵּה אֲנַ֜חְנוּ מְאַלְּמִ֤ים אֲלֻמִּים֙ בְּת֣וֹךְ הַשָּׂדֶ֔ה וְהִנֵּ֛ה קָ֥מָה אֲלֻמָּתִ֖י וְגַם־נִצָּ֑בָה וְהִנֵּ֤ה תְסֻבֶּ֙ינָה֙ אֲלֻמֹּ֣תֵיכֶ֔ם וַתִּֽשְׁתַּחֲוֶ֖יןָ לַאֲלֻמָּתִֽי׃

Estávamos nós atando molhos no campo, e eis que o meu molho, levantando-se, ficou em pé; e os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho.

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8

וַיֹּ֤אמְרוּ לוֹ֙ אֶחָ֔יו הֲמָלֹ֤ךְ תִּמְלֹךְ֙ עָלֵ֔ינוּ אִם־מָשׁ֥וֹל תִּמְשֹׁ֖ל בָּ֑נוּ וַיּוֹסִ֤פוּ עוֹד֙ שְׂנֹ֣א אֹת֔וֹ עַל־חֲלֹמֹתָ֖יו וְעַל־דְּבָרָֽיו׃

Responderam-lhe seus irmãos:&nbsp; Tu pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso ainda mais o odiavam por causa dos seus sonhos e das suas palavras.

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9

וַיַּחֲלֹ֥ם עוֹד֙ חֲל֣וֹם אַחֵ֔ר וַיְסַפֵּ֥ר אֹת֖וֹ לְאֶחָ֑יו וַיֹּ֗אמֶר הִנֵּ֨ה חָלַ֤מְתִּֽי חֲלוֹם֙ ע֔וֹד וְהִנֵּ֧ה הַשֶּׁ֣מֶשׁ וְהַיָּרֵ֗חַ וְאַחַ֤ד עָשָׂר֙ כּֽוֹכָבִ֔ים מִֽשְׁתַּחֲוִ֖ים לִֽי׃

Teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, dizendo:&nbsp; Tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam perante mim.

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10

וַיְסַפֵּ֣ר אֶל־אָבִיו֮ וְאֶל־אֶחָיו֒ וַיִּגְעַר־בּ֣וֹ אָבִ֔יו וַיֹּ֣אמֶר ל֔וֹ מָ֛ה הַחֲל֥וֹם הַזֶּ֖ה אֲשֶׁ֣ר חָלָ֑מְתָּ הֲב֣וֹא נָב֗וֹא אֲנִי֙ וְאִמְּךָ֣ וְאַחֶ֔יךָ לְהִשְׁתַּחֲוֺ֥ת לְךָ֖ אָֽרְצָה׃

Quando o contou a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe:&nbsp; Que sonho é esse que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos com o rosto em terra diante de ti?

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11

וַיְקַנְאוּ־ב֖וֹ אֶחָ֑יו וְאָבִ֖יו שָׁמַ֥ר אֶת־הַדָּבָֽר׃

Seus irmãos, pois, o invejavam; mas seu pai guardava o caso no seu coração.

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12

וַיֵּלְכ֖וּ אֶחָ֑יו לִרְע֛וֹת אֶׄתׄ־צֹ֥אן אֲבִיהֶ֖ם בִּשְׁכֶֽם׃

Ora, foram seus irmãos apascentar o rebanho de seu pai, em Siquém.

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13

וַיֹּ֨אמֶר יִשְׂרָאֵ֜ל אֶל־יוֹסֵ֗ף הֲל֤וֹא אַחֶ֙יךָ֙ רֹעִ֣ים בִּשְׁכֶ֔ם לְכָ֖ה וְאֶשְׁלָחֲךָ֣ אֲלֵיהֶ֑ם וַיֹּ֥אמֶר ל֖וֹ הִנֵּֽנִי׃

Disse, pois, Israel a José:&nbsp; Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles.&nbsp; Respondeu-lhe José:&nbsp; Eis-me aqui.

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14

וַיֹּ֣אמֶר ל֗וֹ לֶךְ־נָ֨א רְאֵ֜ה אֶת־שְׁל֤וֹם אַחֶ֙יךָ֙ וְאֶת־שְׁל֣וֹם הַצֹּ֔אן וַהֲשִׁבֵ֖נִי דָּבָ֑ר וַיִּשְׁלָחֵ֙הוּ֙ מֵעֵ֣מֶק חֶבְר֔וֹן וַיָּבֹ֖א שְׁכֶֽמָה׃

Disse-lhe Israel:&nbsp; Vai, vê se vão bem teus irmãos, e o rebanho; e traze-me resposta.&nbsp; Assim o enviou do vale de Hebrom; e José foi a Siquém.

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15

וַיִּמְצָאֵ֣הוּ אִ֔ישׁ וְהִנֵּ֥ה תֹעֶ֖ה בַּשָּׂדֶ֑ה וַיִּשְׁאָלֵ֧הוּ הָאִ֛ישׁ לֵאמֹ֖ר מַה־תְּבַקֵּֽשׁ׃

E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe:&nbsp; Que procuras?

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16

וַיֹּ֕אמֶר אֶת־אַחַ֖י אָנֹכִ֣י מְבַקֵּ֑שׁ הַגִּֽידָה־נָּ֣א לִ֔י אֵיפֹ֖ה הֵ֥ם רֹעִֽים׃

Respondeu ele:&nbsp; Estou procurando meus irmãos; dize-me, peço-te, onde apascentam eles o rebanho.

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17

וַיֹּ֤אמֶר הָאִישׁ֙ נָסְע֣וּ מִזֶּ֔ה כִּ֤י שָׁמַ֙עְתִּי֙ אֹֽמְרִ֔ים נֵלְכָ֖ה דֹּתָ֑יְנָה וַיֵּ֤לֶךְ יוֹסֵף֙ אַחַ֣ר אֶחָ֔יו וַיִּמְצָאֵ֖ם בְּדֹתָֽן׃

Disse o homem:&nbsp; Foram-se daqui; pois ouvi-lhes dizer:&nbsp; Vamos a Dotã.&nbsp; José, pois, seguiu seus irmãos, e os achou em Dotã.

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18

וַיִּרְא֥וּ אֹת֖וֹ מֵרָחֹ֑ק וּבְטֶ֙רֶם֙ יִקְרַ֣ב אֲלֵיהֶ֔ם וַיִּֽתְנַכְּל֥וּ אֹת֖וֹ לַהֲמִיתֽוֹ׃

Eles o viram de longe e, antes que chegasse aonde estavam, conspiraram contra ele, para o matarem,

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19

וַיֹּאמְר֖וּ אִ֣ישׁ אֶל־אָחִ֑יו הִנֵּ֗ה בַּ֛עַל הַחֲלֹמ֥וֹת הַלָּזֶ֖ה בָּֽא׃

dizendo uns aos outros:&nbsp; Eis que lá vem o sonhador!

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20

וְעַתָּ֣ה ׀ לְכ֣וּ וְנַֽהַרְגֵ֗הוּ וְנַשְׁלִכֵ֙הוּ֙ בְּאַחַ֣ד הַבֹּר֔וֹת וְאָמַ֕רְנוּ חַיָּ֥ה רָעָ֖ה אֲכָלָ֑תְהוּ וְנִרְאֶ֕ה מַה־יִּהְי֖וּ חֲלֹמֹתָֽיו׃

Vinde pois agora, fmatemo-lo e lancemo-lo numa das covas; e diremos:&nbsp; uma besta-fera o devorou.&nbsp; Veremos, então, o que será dos seus sonhos.

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21

וַיִּשְׁמַ֣ע רְאוּבֵ֔ן וַיַּצִּלֵ֖הוּ מִיָּדָ֑ם וַיֹּ֕אמֶר לֹ֥א נַכֶּ֖נּוּ נָֽפֶשׁ׃

Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles, dizendo:&nbsp; Não lhe tiremos a vida.

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22

וַיֹּ֨אמֶר אֲלֵהֶ֣ם ׀ רְאוּבֵן֮ אַל־תִּשְׁפְּכוּ־דָם֒ הַשְׁלִ֣יכוּ אֹת֗וֹ אֶל־הַבּ֤וֹר הַזֶּה֙ אֲשֶׁ֣ר בַּמִּדְבָּ֔ר וְיָ֖ד אַל־תִּשְׁלְחוּ־ב֑וֹ לְמַ֗עַן הַצִּ֤יל אֹתוֹ֙ מִיָּדָ֔ם לַהֲשִׁיב֖וֹ אֶל־אָבִֽיו׃

Também lhes disse Rúben:&nbsp; Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mão nele.&nbsp; Disse isto para livrá-lo das mãos deles, a fim de restituí-lo a seu pai.

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23

וַֽיְהִ֕י כַּֽאֲשֶׁר־בָּ֥א יוֹסֵ֖ף אֶל־אֶחָ֑יו וַיַּפְשִׁ֤יטוּ אֶת־יוֹסֵף֙ אֶת־כֻּתָּנְתּ֔וֹ אֶת־כְּתֹ֥נֶת הַפַּסִּ֖ים אֲשֶׁ֥ר עָלָֽיו׃

Logo que José chegou a seus irmãos, estes o despiram da sua túnica, a túnica de várias cores, que ele trazia;

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24

וַיִּ֨קָּחֻ֔הוּ וַיַּשְׁלִ֥כוּ אֹת֖וֹ הַבֹּ֑רָה וְהַבּ֣וֹר רֵ֔ק אֵ֥ין בּ֖וֹ מָֽיִם׃

e tomando-o, lançaram-no na cova; mas a cova estava vazia, não havia água nela.

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25

וַיֵּשְׁבוּ֮ לֶֽאֱכָל־לֶחֶם֒ וַיִּשְׂא֤וּ עֵֽינֵיהֶם֙ וַיִּרְא֔וּ וְהִנֵּה֙ אֹרְחַ֣ת יִשְׁמְעֵאלִ֔ים בָּאָ֖ה מִגִּלְעָ֑ד וּגְמַלֵּיהֶ֣ם נֹֽשְׂאִ֗ים נְכֹאת֙ וּצְרִ֣י וָלֹ֔ט הוֹלְכִ֖ים לְהוֹרִ֥יד מִצְרָֽיְמָה׃

Depois sentaram-se para comer; e, levantando os olhos, viram uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade; nos seus camelos traziam tragacanto, bálsamo e mirra, que iam levar ao Egito.

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26

וַיֹּ֥אמֶר יְהוּדָ֖ה אֶל־אֶחָ֑יו מַה־בֶּ֗צַע כִּ֤י נַהֲרֹג֙ אֶת־אָחִ֔ינוּ וְכִסִּ֖ינוּ אֶת־דָּמֽוֹ׃

Disse Judá a seus irmãos:&nbsp; De que nos aproveita matar nosso irmão e encobrir o seu sangue?

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27

לְכ֞וּ וְנִמְכְּרֶ֣נּוּ לַיִּשְׁמְעֵאלִ֗ים וְיָדֵ֙נוּ֙ אַל־תְּהִי־ב֔וֹ כִּֽי־אָחִ֥ינוּ בְשָׂרֵ֖נוּ ה֑וּא וַֽיִּשְׁמְע֖וּ אֶחָֽיו׃

Vinde, vendamo-lo a esses ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; porque é nosso irmao, nossa carne.&nbsp; E escutaram-no seus irmãos.

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28

וַיַּֽעַבְרוּ֩ אֲנָשִׁ֨ים מִדְיָנִ֜ים סֹֽחֲרִ֗ים וַֽיִּמְשְׁכוּ֙ וַיַּֽעֲל֤וּ אֶת־יוֹסֵף֙ מִן־הַבּ֔וֹר וַיִּמְכְּר֧וּ אֶת־יוֹסֵ֛ף לַיִּשְׁמְעֵאלִ֖ים בְּעֶשְׂרִ֣ים כָּ֑סֶף וַיָּבִ֥יאוּ אֶת־יוֹסֵ֖ף מִצְרָֽיְמָה׃

Ao passarem os negociantes midianitas, tiraram José, alçando-o da cova, e venderam-no por vinte siclos de prata aos ismaelitas, os quais o levaram para o Egito.

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29

וַיָּ֤שָׁב רְאוּבֵן֙ אֶל־הַבּ֔וֹר וְהִנֵּ֥ה אֵין־יוֹסֵ֖ף בַּבּ֑וֹר וַיִּקְרַ֖ע אֶת־בְּגָדָֽיו׃

Ora, Rúben voltou à cova, e eis que José não estava na cova; pelo que rasgou as suas vestes

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30

וַיָּ֥שָׁב אֶל־אֶחָ֖יו וַיֹּאמַ֑ר הַיֶּ֣לֶד אֵינֶ֔נּוּ וַאֲנִ֖י אָ֥נָה אֲנִי־בָֽא׃

e, tornando a seus irmãos, disse:&nbsp; O menino não aparece; e eu, aonde irei?

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31

וַיִּקְח֖וּ אֶת־כְּתֹ֣נֶת יוֹסֵ֑ף וַֽיִּשְׁחֲטוּ֙ שְׂעִ֣יר עִזִּ֔ים וַיִּטְבְּל֥וּ אֶת־הַכֻּתֹּ֖נֶת בַּדָּֽם׃

Tomaram, então, a túnica de José, mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.

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32

וַֽיְשַׁלְּח֞וּ אֶת־כְּתֹ֣נֶת הַפַּסִּ֗ים וַיָּבִ֙יאוּ֙ אֶל־אֲבִיהֶ֔ם וַיֹּאמְר֖וּ זֹ֣את מָצָ֑אנוּ הַכֶּר־נָ֗א הַכְּתֹ֧נֶת בִּנְךָ֛ הִ֖וא אִם־לֹֽא׃

Enviaram a túnica de várias cores, mandando levá-la a seu pai e dizer-lhe:&nbsp; Achamos esta túnica; vê se é a túnica de teu filho, ou não.

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33

וַיַּכִּירָ֤הּ וַיֹּ֙אמֶר֙ כְּתֹ֣נֶת בְּנִ֔י חַיָּ֥ה רָעָ֖ה אֲכָלָ֑תְהוּ טָרֹ֥ף טֹרַ֖ף יוֹסֵֽף׃

Ele a reconheceu e exclamou:&nbsp; A túnica de meu filho! uma besta-fera o devorou; certamente José foi despedaçado.

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34

וַיִּקְרַ֤ע יַעֲקֹב֙ שִׂמְלֹתָ֔יו וַיָּ֥שֶׂם שַׂ֖ק בְּמָתְנָ֑יו וַיִּתְאַבֵּ֥ל עַל־בְּנ֖וֹ יָמִ֥ים רַבִּֽים׃

Então Jacó rasgou as suas vestes, e pôs saco sobre os seus lombos e lamentou seu filho por muitos dias.

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35

וַיָּקֻמוּ֩ כָל־בָּנָ֨יו וְכָל־בְּנֹתָ֜יו לְנַחֲמ֗וֹ וַיְמָאֵן֙ לְהִתְנַחֵ֔ם וַיֹּ֕אמֶר כִּֽי־אֵרֵ֧ד אֶל־בְּנִ֛י אָבֵ֖ל שְׁאֹ֑לָה וַיֵּ֥בְךְּ אֹת֖וֹ אָבִֽיו׃

E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado, e disse:&nbsp; Na verdade, com choro hei de descer para meu filho até o Seol.&nbsp; Assim o chorou seu pai.

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36

וְהַ֨מְּדָנִ֔ים מָכְר֥וּ אֹת֖וֹ אֶל־מִצְרָ֑יִם לְפֽוֹטִיפַר֙ סְרִ֣יס פַּרְעֹ֔ה שַׂ֖ר הַטַּבָּחִֽים׃ (פ)

Os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda.

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